quarta-feira, 24 de julho de 2019

Boa leitura nas férias e foto da turma

Olá, 

 na semana que vem tem férias. São curtas, mas valerá a pena!!

Que bom não precisar levantar cedo!!

Não esqueça de seu amigo livro. Ele só fica vivo enquanto você o estiver lendo.




Se você estiver inspirada (o), tire umas fotos do teu lugar preferido de ficar lendo e estudando. Pode ser selfie ou peça pra alguém de casa para tirar as fotos.

Pode tirar fotos do teu bairro, de lugar "mara" de sua casa ou da cidade mesmo.

Vamos fotografar!!

Olha vocês que lindeza!!!

8º ano com as cartas de mensagens a seus avós.

(Pena que uns se esconderam deste registro. Rsrsrsrs)


Profª. Elisete, 24/07/19, às 20h33min




segunda-feira, 22 de julho de 2019

Como usar as redes sociais sem enlouquecer

Olá,

um texto do Instagram pra você ler em casa.



Como usar redes sociais sem enlouquecer

IGTV (Instagram) da Influencer Camila Coutinho, do site “Garotas Estúpidas”

Camila produz muito conteúdo no mundo fashion da moda no Instagram; é uma celebridade da web e tem livro publicado “Estupida, eu?”

Camila Coutinho é uma das blogueiras mais famosas do Brasil.


Veja as dicas que Camila Coutinho dá para um uso saudável das redes sociais, em especial o Instagram.

1ª) O que você assiste nos stories é um frame, uma foto, um momento congelado, pensado; enfim, uma imagem editada. Ex. Postagem de uma festa “pô, incrível! E eu em casa, sentada (o) no sofá.” Na real, não está sempre incrível. Camila aconselha a procurar o mais profundo, o autoconhecimento. “Quando você olha mais para o outro, para o externo, é lógico que vai ver vidas diferentes e se comparar. A do outro está melhor do que a nossa...” Voltar-se mais para dentro, para si mesmo.

2ª) Criar momentos felizes sem celular, “dar umas quebras”, deixar de ser automático, sempre mergulhado (a) naquilo. Com certeza, este dia será mais produtivo.

3ª) Não pôr o celular como despertador. “Deixo o celular carregando na cozinha”. Usar outro despertador. Dessa forma, ao chegar ao quarto “você vai entrando noutro clima, vai se desligando, se preparando  para dormir”.”É um absurdo dormir com a luz na cara! Entre na sintonia do sono”. E ao acordar também você não será estimulado logo cedo, tendo expectativas boas ou ruins. “Às vezes você perde 40min do seu dia só no início”!

4ª) Siga somente as  pessoas que façam bem para você, Não seguir um perfil que te faça cobrança da perfeição no físico, aqueles (as) perfeitinhos (as)!, por exemplo.

5ª) Pôr um controle quanto ao tempo de uso do celular por dia, um período limite diário. “Há dias que deleto o aplicativo (não a conta é claro), quando preciso me concentrar muito, sabe! Às vezes,entro na onda “looping”, esperando um feedback do meu trabalho. Like vicia real! Nestes dias,então, produzo muito mais”.

Profª. Elisete, 22/07/19,às 21h01min



quinta-feira, 18 de julho de 2019

Denotação e conotação

Olááá,

trago conteúdo para você ter um ganho no aprendizado, fora do ambiente da sala de aula. 

Você aceita? "Conhecimento não ocupa espaço."

Preste atenção!!


DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO


Denotação

A palavra está sendo utilizada em seu sentido real, literal, próprio de dicionário, com significado restrito. É muito comum o uso da linguagem denotativa nos textos jornalísticos e científicos.

Conotação

A palavra está sendo utilizada em seu sentido figurado, com significação ampla. O sentido conotativo é próprio da criatividade do falante e remete às inúmeras possibilidades existentes na língua. É muito comum o uso da linguagem conotativa nos textos literários, principalmente através das figuras de linguagem.

Vejamos alguns exemplos de frases utilizando os dois modos a partir das seguintes palavras:

ovelha – coração – traíra – mão – chave – baleia – olhos – cobras – gata – pantera

Denotação
Conotação

As ovelhas são animais gregários, sensíveis e inteligentes.
“Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada...” (Gregório de Matos)

Meu avô fará uma cirurgia nocoração.
João mora no coração da Amazônia.
Pescamos várias traíras no sábado.
Sempre desconfiei de que ele fosse umtraíra.

Queimei a mão ao preparar o almoço.
“Sinto que o tempo sobre mim abate sua mão pesada.” (Carlos Drummond de Andrade)

Esqueci as chaves do carro em casa.
Um dia descubro a chave do seu coração.

As baleias correm sérios riscos no futuro.
O André está uma verdadeira baleia.
Seus olhos estavam lacrimejando.
Fura os olhos do tempo... (Miguel Torga)

O Instituto Butantan possui as mais diversas espécies decobras.
Minha sogra é uma cobra.
gata não parava de miar.
A atriz Jennifer Connely é uma gata.
Um filhote de pantera de apenas 2 semanas foi adotado por uma cadela no zoológico de Belgrado.
“Somente a ingratidão, esta pantera, foi sua companheira inseparável.” (Augusto dos Anjos)

Profª. Elisete,18/07/19,às 22h


domingo, 30 de junho de 2019

Quadro das paroxítonas acentuadas

Olá,

para ir estudando, memorizando as regras!


Bom estudo!!

Pprofª. Elisete, dia 30/06/19, às 16h49min

terça-feira, 18 de junho de 2019

Curiosidades: hábitos de higiene no século XIX

Olá, alunos!

Para entender o contexto da crônica A rua do Ouvidor de Joaquim Manoel de Macedo do século XIX, é bom ler o artigo do Museu Histórico de Alcântara que explica como eram feitas as funções fisiológicas antigamente. Divirta-se!



Histórico / hábitos de higiene em Alcântara no século XIX e início do XX


No início do século XIX, as atividades de limpeza corporal eram reduzidas à lavagem de algumas partes do corpo. Para tanto, faziam-se uso da bacia com gomil que servia para as pessoas lavarem a cara e as mãos logo pela manhã, sendo um dos objetos obrigatórios de um quarto, numa época em que não havia casas-de-banho ou água canalizada.

Viajantes que passaram  pelo Brasil naquela época deixaram registros de seu espanto com a falta de hábitos de higiene mais completos. Isto porque, entre os habitantes era costume tomar, no máximo, quatro banhos por ano, quando se trocava a roupa de cima, enquanto a de baixo nunca era trocada e, quando apodrecia, era jogada fora. Quanto ao banho, a água era colocada numa tina, tendo o chefe da família o direito inquestionável de ser o primeiro a usá-la, sendo seguido pela mulher, demais adultos e crianças por ordem de idade, terminando pelos bebês, sempre sem trocar a água que, ao final, de tão escura se alguém mergulhasse nela ficaria impossível de ser identificado.
As casas não tinham banheiros e as necessidades eram feitas quase sempre nos quintais, numa “casinha”, dotada de fossa, simples buraco no chão, sem esgoto, e que era limpa durante a noite por um escravo que recolhia a matéria sólida em tonéis conhecidos como “cabungos”, carregados sobre a cabeça e despejados em terrenos baldios próximos às residências ou no mar. Como eram fabricados em madeira, os tonéis quase sempre vazavam parte da carga sobre os seus carregadores, tingindo-os de listras marrons, deixando-os malcheirosos e apelidados pejorativamente de “tigres”. Durante a noite principalmente, e também de dia, após usar os urinóis ou bacias era costume esvaziá-los pelas janelas gritando antes de arremessar o conteúdo: “água vai”. A exigência do aviso em voz alta era o cumprimento de um decreto de 1776 baixado pelo Vice-Rei Dom Manoel de Portugal da Silva Mascarenhas, o Marquês do  Lavradio, que havia sido vítima de “águas-servidas”, atingido que fora pelo líquido despejado de um urinol.

Os "tigres" despejando os dejetos dos seus senhores nos rios, lagos e mar.

Os “tigres” despejando os dejetos das casas de seus senhores nos rios, lagos e mares.
Entre o século XVI e XVIII experimentou-se um período de “libertação escatológica”: as funções fisiológicas eram exercitadas publicamente, à vista de todos, em qualquer hora ou lugar. Os manuais de etiqueta deste período ensinavam que o censurável não era o ato em si, mas cumprimentar, olhar ou falar com alguém que o estivesse executando. Para ser polido, o sujeito deveria fingir-se de cego…
Quando a “necessidade” se apresentava em plena rua, não havia como evitar o uso de qualquer canto mais discreto, sem nenhuma manifestação de pudor ou recato, até porque praticamente só existiam homens nas vias públicas, quer livres ou escravos, já que as mulheres somente saíam aos domingos e sempre acompanhadas dos seus responsáveis, ou seja, pais, maridos ou irmãos.
Também não era de estranhar o hábito de a população usar a rua para satisfazer as suas necessidades fisiológicas, quando sabemos que Dom João VI, costumava fazer uso do penico nas suas andanças pelas ruas do reino e, sempre que sentia necessidade, punha a cabeça para fora da carruagem e gritava ao cocheiro: “Lobato! Desejo obrar!”, e o cocheiro por sua vez gritava avisando: “O Rei quer obrar”, parando em seguida para que fosse montado um pequeno aparato com um penico, cercado por guardas para garantir a “privacidade” de Sua Majestade. Os problemas intestinais de Dom João VI foram herdados por seu filho, Dom Pedro I, que sofria de frequentes diarreias, uma delas certamente histórica, quando às margens do Riacho Ipiranga havendo apeado do cavalo, pois segundo historiadores, tinha de “…se apear de meia em meia hora para obrar”, viu-se abordado pelo mensageiro Paulo Bregaro que lhe entregou a decisão do Conselho de Estado que pedia a nossa Independência.
Foi no século XIX que ocorreu à transição para a etapa da “grande contenção”, momento em que as atividades excretoras passaram a ser realizadas em ambiente privado. Da mesma forma, deixou-se de falar no assunto publicamente, banindo o tema das conversas em sociedade.
Os urinóis, junto com as “cadeiras furadas”, bidês e outros aparatos,  eram nesse contexto um recurso útil para se atingir o novo objetivo de privatizar as funções fisiológicas. A próxima etapa, com a introdução das instalações hidráulicas, seria a criação de espaços específicos dentro das residências para a execução das atividades fisiológicas, as casas de banho.
Escarradeiras
Originárias da China, as escarradeiras se disseminaram pela Europa entre os séculos XVI e XVIII, e daí se espalharam para as colônias européias em todo o mundo.
Esta peça era encontrada em diversos materiais (porcelana, faiança ou metal nobre), simples ou profusamente decorada com pintura feita à mão. Havia modelos de uso pessoal e coletivo: os de bolso eram pequenos frascos de vidro ou pequenas caixas de ferro, com areia ou serradura; os médios eram colocados na mesa de cabeceira e os grandes, de uso coletivo, normalmente ficavam na sala de visitas.
Visto de início como prática necessária e salutar forma de expelir do organismo as secreções nocivas, o ato de escarrar era publicamente tolerado e praticado, e dessa maneira as escarradeiras se tornaram presença obrigatória nas salas e escritórios de casas nobres. Com o avanço dos conhecimentos da microbiologia, o ato de escarrar passou a ser mal visto; considerado anti-higiênico, por conta do potencial de propagação de microorganismos, especialmente do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Os médicos, principalmente, passaram a combater sistematicamente o hábito.

Medicina Hipocrática

Urinóis e escarradeiras atestam uma preocupação com a expulsão sistemática das secreções corporais. Isso se deve a uma forma particular de entender o funcionamento do corpo, originada da antiga medicina hipocrática. Segundo esta teoria, o funcionamento perfeito do organismo se devia ao equilíbrio entre as quatro substâncias básicas que governam o corpo: o sangue, a fleuma, a bile negra e a bile amarela. Desta forma, a predominância de uma dessas substâncias provocaria a doença. A melhor terapia, portanto, era estimular o reequilíbrio das quatro substâncias, através da aplicação de sangrias, vomitórios, purgativos, laxantes, etc.
Estes frascos continham substâncias purgativas, expectorantes e laxantes, que eram, na concepção medicinal da época, as ações mais eficientes na busca por uma saúde equilibrada.

BIBLIOGRAFIA

LIMA, Tania Andrade. Humores e Odores: ordem corporal e ordem social no Rio de Janeiro, século XIX. In: História, Ciências, Saúde – Manguinhos, II (3):, Nov. 1995 – Fev. 1996. p 44-96
_________________________. Concepções de Limpeza. Equipamentos da Casa Brasileira – Usos e costumes – Arquivo Ernani da Silva Bruno. Disponível em http://www.mcb.org.br/docs/ernani/pdf/Concep%C3%A7%C3%B5es_de_Limpeza.pdf. Sem data.